Biblioteca pessoal de Fernando Pessoa disponível on-line e gratuita

Somente uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitiria uma consulta à Biblioteca pessoal do poeta.

Mas a internet estreitou laços, diminuiu fronteiras e proporcionou a oportunidade do acesso rápido e gratuito ao acervo. São mais de 1140 volumes, incluindo a coleção de manuscritos (ensaios e poemas), deixados pelo próprio poeta.

É possível consultar as obras do acervo por título, data, gênero, anotações, dedicatórias, selos e estudos. Todas as páginas de cada uma das obras foram digitalizadas e disponibilizadas para consulta página a página, com a possibilidade de download de obras completas.

“Entendemos que uma biblioteca desta importância devia tornar-se patrimônio da humanidade – e não apenas dos que podem deslocar-se a esta Casa onde Fernando Pessoa viveu os últimos quinze anos da sua vida” defendeu a instituição.

De acordo com o site, a coleção começou a ser construída gradualmente em 1898, com livros escolares. Alguns dos últimos livros a fazerem parte da biblioteca provavelmente foram publicações de 1935. Oito línguas encontram-se representadas no acervo: espanhol, francês, galego, grego, inglês, italiano, latim e português.

Trata-se de uma biblioteca única em Portugal, não só por ter pertencido ao seu maior poeta, mas porque nela encontram-se títulos raros que não estão disponíveis em nenhuma outra biblioteca pública do país.





Você conhece conhece a série 13 Reasons Why?



Uma série americana apoiada no livro de homônimos escrito por Jay Asher, conta a história da personagem Hanna uma jovem que cometeu suicídio, após cruzar fatos e histórias envolvendo outros personagens, até o momento de sua morte.

Essa história pode parecer perturbadora, porém trata a realidade do mundo que vivemos hoje.

A Biblioteca ESPM SP abordou o tema em seu evento Caleidoscópio Cultural, que aconteceu no dia 1 de junho e contou com a participação o psicanalista João Matta, o professor líder na área de humanidades da ESPM, Pedro de Santi e o psiquiatra de crianças e adolescentes, Guilherme V. Polancyk.
O encontro foi muito esclarecedor e fundamental para entender os porquês existentes em cada questionamento individual.

O que é o Caleidoscópio e por que é legal participar?

O Caleidoscópio foi criado em 2015, por iniciativa de Debora Acquarone, responsável pela Biblioteca da ESPM em SP.

Já foram realizados seis eventos desde então, sempre com o objetivo de aproximar a Biblioteca da comunidade acadêmica ESPM. O Caleidoscópio já trouxe para dentro da Escola a discussão sobre as séries de sucesso na televisão, música, cinema e desafios do mercado editorial.

A leitura como tratamento para diversas doenças


Imagine chegar ao consultório ou ao hospital com um incômodo qualquer e sair de lá com a prescrição de uma terapia intensiva de George Orwell, seguida de pílulas de Fernando Pessoa, emplastros de Victor Hugo e doses generosas de Monteiro Lobato. Você não leu errado: uma boa história ajuda a aliviar depressão, ansiedade e outros problemas que atingem a cabeça e o resto do organismo.

Quem garante esse poder medicamentoso das ficções são as inglesas Ella Berthoud e Susan Elderkin, que acabam de publicar no Brasil Farmácia Literária (Verus). Redigida no estilo de manual médico, a obra reúne cerca de 200 males divididos em ordem alfabética. Para cada um, há dicas de leituras.

As autoras se conheceram enquanto estudavam literatura na Universidade de Cambridge. Entre um debate sobre um romance e outro, viraram amigas e criaram um serviço de biblioterapia, em que apontam exemplares para indivíduos que procuram assistência. “O termo biblioterapia vem do grego e significa a cura por meio dos livros”, ressalta Ella.

O método é tão sério que virou política de saúde pública no Reino Unido. Desde 2013, pacientes com doenças psiquiátricas recebem indicações do que devem ler direto do especialista. Da mesma maneira que vão à drogaria comprar remédios, eles levam o receituário à biblioteca e tomam emprestados os volumes aconselhados.

A iniciativa britânica foi implementada com base numa série de pesquisas recentes que avaliaram o papel das palavras no bem-estar. Uma experiência realizada na Universidade New School, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com o hábito de reservar um tempo às letras costumam ter maior empatia, ou seja, uma capacidade ampliada de entender e se colocar no lugar do próximo. Outra pesquisa da também americana Universidade Harvard apontou que leitores ávidos são mais sociáveis e abertos para conversar.

E olha que estamos falando de ficção mesmo. No novo livro não vemos gêneros como autoajuda ou biografia. “Eles já tinham o seu espaço, enquanto as ficções eram um recurso pouco utilizado. É difícil lembrar-se de uma condição que não tenha sido retratada em alguma narrativa”, esclarece Susan.

As autoras acreditam que é possível tirar lições valiosas do que fazer e do que evitar a partir da trajetória de heróis e vilões. “Ler sobre personagens que experimentaram ou sentiram as mesmas coisas que vivencio agora auxilia, inspira e apresenta perspectivas distintas”, completa.

As sugestões percorrem praticamente todas as épocas e movimentos literários da humanidade. A obra mais antiga que integra o livro é a epopeia O Asno de Ouro, assinada pelo romano Lúcio Apuleio no século 2, que serve de fármaco para exagero na autoconfiança. Há também os moderníssimos Reparação, do inglês Ian McEwan (solução para excesso de mentira), e 1Q84, do japonês Haruki Murakami (potente para as situações em que o amor simplesmente termina).

Disponível em 20 países, cada edição de Farmácia Literária é adaptada para a cultura local, com a inclusão de verbetes e de literatos nacionais. “Nós precisamos contemplar as obras que formaram e moldaram o ideal daquela nação para que nosso ofício faça sentido”, conta Ella. No caso do Brasil, foram inseridos os principais textos de Machado de Assis, Guimarães Rosa e Milton Hatoum, que fazem companhia aos portugueses Eça de Queirós e José Saramago.

Soluções para os dilemas de quem curte livros

Muitas obras em casa

Organize sua biblioteca a cada seis meses e doe as obras de que não gostou ou daquelas a que não chegou ao fim.

Esquecer o que já leu

Mantenha um diário de leitura e faça um breve resumo dos principais fatos para consultar quando houver necessidade.

Medo de iniciar um exemplar

Passe os olhos por trechos aleatórios de alguns parágrafos. Assim dá pra se ambientar e tomar coragem de vez.

Dificuldade de concentração

Reserve um espaço na sua agenda diária ou semanal para ler e ficar longe da televisão, do tablet e das redes sociais.

Recusa a desistir no meio

Insista por 50 páginas. Se a história não apetecer, parta para a próxima. Dê o livro a quem possa se interessar.

Tendência a desistir no meio

Você está dedicando poucos minutos à leitura. Fique uma hora (ou mais) para conseguir se envolver com o enredo.

Compulsão por ter livros

Compre um e-reader. Sem capas bonitas e formatos diferenciados, vai ficar menos tentado a levar a livraria inteira.

Intimidado por um livrão

Desmembre o catatau em pedaços menores. Dedique-se a um de cada vez. Acredite: logo todas as páginas serão finalizadas.

Vergonha de ler em público

Aposte nos livros digitais ou numa capa de crochê, pano ou plástico para esconder o título dos olhares curiosos.

Medo de terminar

Curtiu tanto que não quer chegar ao final? Veja filmes e leia resenhas para permanecer dentro do mesmo universo.

Iniciativa presenteia crianças carentes com livros para que se apaixonem pela literatura


Ler é uma atividade prazerosa e ajuda no rendimento escolar de crianças e adolescentes. É o que diz uma pesquisa do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e inspirou uma linda iniciativa.


A leitura contribui para o desenvolvimento de habilidades como interpretação de texto, imaginação e criatividade. Porém, nem todas as crianças brasileiras têm um livro para chamar de seu, o que pode trazer problemas futuros na sua formação.

É para preencher esse vazio que surgiu o 1BOOK4LIFE. O objetivo da iniciativa é que estudantes de todo o país – principalmente das camadas mais pobres – se apaixonem pela literatura, presenteando-os com livros.

A iniciativa funciona através de um sistema de doações. Quando a pessoa faz sua doação para o 1BOOK4LIFE, ela escolhe a quantidade de crianças que deseja presentear e tem acesso a informações sobre a escola em que elas estão matriculadas. Os alunos levam os livros para casa e podem compartilhá-los com seus familiares, vizinhos e amigos.

Cada livro possui um código de identificação, através do qual o doador pode acompanhar o trajeto percorrido pelos exemplares doados, os indicadores de desempenho da escola beneficiada, além de cartinhas fofas das crianças agradecendo o presente.

As obras são presenteadas por investidores sociais, pessoas e empresas que reconhecem a importância da leitura para a formação integral de crianças e adolescentes.

A distribuição é feita nominalmente, a cada aluno, a partir da adesão da escola pública. A escola tem um papel fundamental na mobilização do corpo docente e do aluno para que o livro faça a diferença em sua vida, sua formação e socialização.

Olha só:

Saiba como participar aqui.


Morador de rua passa em 2º lugar em Administração na UFRN






Vendedor ambulante e morador de rua, Mário Batista da Cruz Júnior, de 34 anos, passou em segundo lugar no curso de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Determinado a voltar a estudar, ele conta que leu tudo o que podia para se preparar para a prova do Enem.

Mário dorme todos os dias no Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop) de Panamirim, na região da Grande Natal. Ele conta que precisa chegar cedo para conseguir uma das 26 vagas, onde tem acesso, além do abrigo, a assistência social, jurídica e psicológica. Seu plano agora, porém, é conseguir uma vaga na residência universitária.

O mais novo calouro de administração sempre gostou de ler, e emprestava a maioria dos livros que lia de uma minibiblioteca do Coletivo For All, que fica no bairro Cohabinal da cidade. Ele acredita que o conhecimento, diferente de bens materiais, uma vez adquirido, nunca mais será perdido.

Mário começou a experimentar substâncias químicas desde muito cedo e por isso abandonou os estudos. Ele conta que começou a beber aos nove anos, e a partir daí experimentou muitas outras coisas. Agora, Mário pretende refazer seus laços familiares, se dedicar aos estudos e seguir para uma nova vida.




Quem adora ler sabe que, muitas vezes, é difícil achar aquele lugar aconchegante, silencioso e bem-iluminado para que a leitura seja excelente e dure por mais tempo. Ou ambientes em que se possa conversar sobre as últimas leituras com amigos ou pessoas que você ainda não conhece. E também está sempre à procura de dicas de novos livros para adicionar à readlist. Por isso, separamos algumas sugestões de lugares espalhados pelo Brasil para que você possa aproveitar ainda mais o ato da leitura.


Os lugares que você encontrará a seguir foram descritos por suas próprias organizações e têm muita história para contar, então não deixe de clicar no link de cada um para saber um pouco mais. Também fica mais fácil de montar um roteiro para conhecê-los pessoalmente, que tal? Os links fornecem informações como horário de funcionamento, preços e visitadas guiadas. Além disso, a programação cultural desses locais também merece ser acompanhada, e uma dica nesse sentido é seguir as páginas das instituições nas redes sociais para ficar sempre por dentro das novidades.



1. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro (RJ)

“A Biblioteca Nacional (BN) é o órgão responsável pela execução da política governamental de captação, guarda, preservação e difusão da produção intelectual do País. Com mais de 200 anos de história, é a mais antiga instituição cultural brasileira.

Possui um acervo de aproximadamente 9 milhões de itens e, por isso, foi considerada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como uma das principais bibliotecas nacionais do mundo. Para garantir a manutenção desse imenso conjunto de obras, a BN possui laboratórios de restauração e conservação de papel, oficina de encadernação, centro de microfilmagem, fotografia e digitalização”.



2. Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro (RJ)

“A Academia Brasileira de Letras (ABL) é uma instituição cultural inaugurada em 20 de julho de 1897 e sediada no Rio de Janeiro, cujo objetivo é o cultivo da língua e da literatura nacionais. Compõe-se a ABL de 40 membros efetivos e perpétuos, e 20 sócios correspondentes estrangeiros”. É possível visitar a sede histórica e acompanhar “ciclos de conferências, mesas-redondas, sessões especiais, eventos relacionados à música e a teatro, e ainda, lançamentos de livros”.



3. Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro (RJ)

“Pelo seu prestígio nos meios intelectuais, pela beleza arquitetônica do edifício da sua sede, pela importância do acervo bibliográfico e ainda pelas atividades que desenvolve, o Real Gabinete Português de Leitura é, a todos os títulos, uma instituição notável e que muito dignifica Portugal no Brasil. Em 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro […] reuniu-se na casa do Dr. António José Coelho Lousada, na antiga rua Direita (hoje rua Primeiro de Março), nº 20, e resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império de ilustrar o seu espírito”. Desde então, essa biblioteca passou por muitas mudanças e hoje é aberta a todo o público.



4. Casa de José de Alencar, Fortaleza (CE)

“A Casa de José de Alencar está situada no Sítio Alagadiço Novo, no bairro de Messejana, Fortaleza-CE e foi adquirido em 1825 pelo padre José Martiniano de Alencar, pai do escritor cearense José de Alencar, personagem principal da nossa história. Por nove anos, este espaço foi o lar do escritor, autor dos mais renomados títulos da Literatura Nacional, com destaque para as obras ‘Iracema’ e ‘O Guarani’, que foram fortemente influenciadas pelas belezas naturais do estado do Ceará. Em 1965, durante a gestão do reitor Antonio Martins Filho, a Universidade Federal do Ceará adquire o sítio e o mantém até hoje. Passeando pelos espaços, o visitante pode aprender sobre a obra do escritor, ver a história do livro Iracema contada por imagens e saber mais sobre escravidão e cultos afro-brasileiros. A visitação é gratuita”.



5. Café Coreto, Goiânia (GO)

“Uma cafeteria com com corners de produtos exclusivos”, como itens de decoração e de moda, livros e materiais de papelaria. Na cafetaria, também são servidos “vinhos, cervejas especiais e almoço de segunda à sábado”. A decoração é bucólica, com um pouco da rusticidade típica do interior. Portanto, “um espaço para reunir com amigos ou a trabalho, degustar das delícias do […] cardápio, comprar tranquilamente ou apenas tomar um ótimo café”. Acompanhado, claro, de uma ótima leitura.



6. Livraria Arte & Letra, Curitiba (PR)

Livraria, café e editora, abriu em 2006 e “sempre teve uma seleção cuidadosa dos livros que temos em nossas estantes, pois a ideia é oferecer algo mais que apenas vender livros. Procuramos por títulos que lemos e gostamos, que temos interesse de algum dia ler ou que sejam importantes para a formação do leitor. A Arte & Letra é um lugar das ideias, da conversa e da discussão. E o melhor caminho é pela formação de leitores e incentivo à leitura. A leitura não faz ninguém melhor que o outro, mas sem dúvida faz com que se possa ver o mundo de outra maneira, de uma forma mais profunda. As livrarias deveriam ajudar as pessoas a conquistar isso. A Arte & Letra existe para manter a literatura viva”. Em tempos de fechamento de livrarias, esta se mostra uma ótima dica para quem estiver em Curitiba.



7. Caminhos Drummondianos, Itabira (MG)

“O Museu de Território Caminhos Drummondianos demonstra a relação Drummond-Itabira em placas-poemas localizadas nos locais citados pelo poeta em suas obras. Percorrer os caminhos é vivenciar a obra de Drummond diretamente relacionada a fatos, locais e personalidades de Itabira que fizeram parte da vida do poeta. Os pontos de maior atenção são: a casa onde Drummond morou, o Memorial projetado pelo arquiteto e amigo Oscar Niemeyer e o Centro Cultural Fazenda do Pontal, onde o poeta viveu parte de sua infância”.



8. Biblioteca de São Paulo, São Paulo (SP)

“Situada na Zona Norte da capital, foi concebida para ser um espaço arrojado, com projeto inovador de inclusão social por meio da leitura. Sua estrutura foi planejada para oferecer conforto, autonomia e atenção aos sócios e frequentadores, que são o elemento central da biblioteca. […] Oferece conteúdo em formatos variados, como livros tradicionais ou em formatos acessíveis (braille, audiolivro), DVDs, CDs, além de jogos. […] A biblioteca, conta com recursos tecnológicos e oferece aos seus usuários microcomputadores, rede wireless e terminal de autoatendimento. Inspirada na Biblioteca de Santiago, no Chile, e nas melhores práticas adotadas pelas bibliotecas públicas do país, a BSP está em sintonia com as ações do programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura (MinC), que vem atuando, entre outras frentes, na oferta de equipamentos e espaços que permitam o acesso da população à produção e à expressão cultural, em âmbito nacional”.



9. Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo (SP)

“É uma das mais importantes bibliotecas de pesquisa do país. Fundada em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, é a maior biblioteca pública da cidade e a segunda maior biblioteca pública do país, superada, apenas, pela Biblioteca Nacional. Foi inaugurada, em 1926, na Rua 7 de Abril, com uma coleção inicial formada por obras que se encontravam em poder da Câmara Municipal de São Paulo, em cujo prédio a Biblioteca funcionava. Em 1937, incorporou a Biblioteca Pública do Estado e, a partir de então, importantes aquisições de livros, muitos deles raros e especiais, enriqueceram seu acervo. O crescimento de seu acervo e serviços ocasionou a mudança da biblioteca para o atual edifício, localizado na Rua da Consolação”.



10. Casa das Rosas, São Paulo (SP)

Esse casarão é “uma mansão em estilo clássico francês com trinta cômodos, edícula, jardins, quadras e pomar na Avenida Paulista, local que reunia a maioria dos milionários barões do café. […] Foi concluída em 1935. […] Ameaçado de demolição, o casarão foi preservado em ação inédita no Brasil. Na parte do terreno que dá para a Alameda Santos, foi liberada a construção de um moderno edifício comercial enquanto a casa foi restaurada e transformada pelo Estado de São Paulo em espaço cultural, inaugurado no ano do centenário da Avenida Paulista, 1991. […] Tem oferecido à população de São Paulo cursos, oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, lançamentos de livros, apresentações literárias e musicais, saraus, peças de teatro, exposições ligadas à literatura, etc. Transformou-se, portanto, em um museu que se notabiliza pelo trabalho de difusão e promoção da literatura de escritores muitas vezes deixados de lado pelo mercado e pela oferta de oficinas e cursos de formação para aqueles que pretendem se tornar escritores ou aprimorar sua arte”.

Fonte: http://bit.ly/2lsvY73

Aos 11 anos, menino ensina a mãe a ler em Natal





O pequeno Damião Andrade, de 11 anos de idade, ainda não tem muita desenvoltura na leitura, mas já conseguiu um grande feito: ensinou a mãe - que nunca frequentou uma escola - a escrever o próprio nome. “Todo mundo rejeitando ela e eu resolvi ajudar. Eu ajudei, ela tá sabendo as letras, já aprendeu o nome”, conta o garoto.

Em cada letrinha que aprende dona Sandra de Andrade descobre um mundo novo. “Ele lê e explica. Vai lendo e explicando o que significa”, diz.

A ideia de ensinar a mãe a ler e escrever veio do gosto pela leitura.Incentivado pelas professoras da Escola Municipal Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal, Damião levava livros todos os dias para ler em casa. “Todo dia ele trazia quatro livros pra casa, devolvia e trazia mais quatro. E ele ficava lendo pra mim e eu fiquei cada vez mais vendo ele no que eu queria ser”, diz a mãe, orgulhosa.

“A leitura é trabalhada para além da escola. Ela não fica aqui na escola, a gente quer que os nossos alunos desenvolvam o hábito pela leitura também fora da escola”, diz Maria Ziane de Araújo, diretora da escola.

Para a professora do garoto, Damião é um exemplo de como o hábito de ler pode mesmo mudar o universo das pessoas. “Mesmo Damião ainda em processo de leitura ele se prontificava a ler para a mãe e sempre voltava dizendo da alegria dela de ter compreendido a história”, conta Teresa Moura.

E quando questionado por que gosta tanto de ler, Damião tem a resposta na ponta da língua: "A imaginação vai mais longe".